4.4 -
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
Parts catalogue
 Importante
As referências em negrito dentro deste capìtulo indicam que as peças citadas não estão presentes nas imagens ao lado do texto, mas devem ser localizadas nesta vista explodida.
Desmontagem do grupo de cabeçotes do motor
O motor 1100 foi projetado com uma diminuição do ângulo entre as válvulas de admissão e de escape.
Neste caso foi possìvel projetar uma forma melhor da câmara de combustão e diminuir o relativo volume, obtendo uma combustão mais completa, uma compressão mais elevada e uma potência maior. A nova configuração coloca os eixos de comando em relação mais direta com as válvulas, reduzindo, desta maneira, o atrito e as solicitações exercidas nos componentes das válvulas e, conseqüentemente, aumentando a sua confiabilidade.
As temperaturas do motor foram ainda mais reduzidas e a confiabilidade melhorada graças a uma nova forma e disposição e a um maior número de aletas de resfriamento.
 
Remover as tampas laterais da distribuição e as correias
Desmontagem dos cabeçotes
 Nota
Durante a desmontagem dos componentes instalados no cabeçote do cilindro, é indispensável que estes sejam dispostos de modo adequado; como alternativa, é possìvel marcá-los para poder montá-los na posição exata que ocupavam antes da desmontagem.
 
Utilizando a ferramenta 88713.2096, desatarraxar as porcas (19) colocadas nos prisioneiros do cabeçote.
Tirar as porcas (19) e recuperar as arruelas especiais (20) colocadas entre a porca e o cabeçote.
Remover o cabeçote completo do motor, extraindo-o dos prisioneiros.
Remover as juntas de vedação entre o cilindro e o cabeçote (12).
Desmontagem das válvulas
Extrair a mola (1) de posicionamento do balancim de abertura (3).
Instalar a bucha da ferramenta 88700.5644 na virola de aperto do eixo de comando e rodar o eixo de comando para soltar o balancim de abertura (3).
Deslocar o balancim (3) para soltar o regulador de abertura da válvula (6).
 Nota
Nas imagens está representado o cabeçote sem o balancim de abertura, mas esta operação pode ser feita mesmo com o balancim montado.
 
Utilizando duas chaves de fenda, bloquear o balancim de fechamento (18) na posição de válvula aberta: colocar uma chave de fenda embaixo do braço do balancim de fechamento, e a outra chave de fenda no balancim de fechamento ao longo do eixo da válvula.
Deslocar o regulador de fechamento da válvula (8) na haste da válvula de admissão (17) para possibilitar a remoção dos dois semi-anéis (7) de retenção da válvula.
Utilizando alicates de ponta fina ou uma chave de fenda imantada, remover os semi-anéis (7) da haste da válvula.
Extrair o regulador de fechamento (8) da válvula (17).
Extrair a válvula (17) pelo lado inferior do cabeçote.
Repetir as mesmas operações para remover a válvula (16) do lado do escape.
Desmontagem dos balancins das válvulas
Remover a mola (1) do pino do balancim (4).
Atarraxar a ferramenta 88713.1994 com pino M5 na extremidade roscada do pino do balancim de abertura (4).
Extrair o pino do balancim (4).
Tirar o balancim de abertura (3) juntamente com os dois calços (2).
Prender na ferramenta 88713.2362 a extremidade da mola (9) do balancim de fechamento (18).
Extrair o pino do balancim de fechamento (4) utilizando a ferramenta 88713.1994, prestando atenção nos calços (5).
Extrair o balancim (18), a mola (9) e a ferramenta 88713.2362.
 
Revisão dos componentes do cabeçote
Revisão dos cabeçotes
Remover os depósitos de carvão da câmara de combustão e dos respectivos condutos.
Verificar se não existem rachaduras e se as superfìcies de vedação apresentam-se sem sulcos, degraus ou danos de qualquer gênero.
A planaridade da superfìcie de acoplamento com o cilindro deve ser perfeita. Caso contrário, colocar sobre um plano de referência uma suspensão diamantada (espessura de 6-12 micra) e retificar a superfìcie movendo o cabeçote conforme indicado na figura, até obter um plano uniforme.
Verificação das válvulas
Certificar-se de que a haste e a superfìcie de contato com a sede da válvula estejam em boas condições. Não devem aparecer sinais de corrosão, rachaduras, deformações ou traços de desgaste.
 Atenção
As válvulas não podem ser retificadas.
 
Efetuar as seguintes verificações: medir o diâmetro da haste (B) em várias alturas da zona de trabalho da válvula na respectiva guia.
Verificar a concentricidade, em relação à haste, da superfìcie a 45° do cabeçote, colocando um comparador perpendicular ao cabeçote e rodando a válvula apoiada em um bloco de referência em forma de “V”.
- Limite de serviço:
0,03 mm.
Verificação da sede da válvula
Controlar as sedes visualmente: não devem estar excessivamente encaixadas e não devem apresentar traços de queimaduras ou rachas.
Se a sede estiver levemente danificada, efetuar a sua fresagem utilizando fresas adequadas a 45º e, em seguida, efetuar o esmerilhamento das válvulas e a verificação da vedação.
Em caso de danos excessivos nas sedes das válvulas é possìvel efetuar a sua substituição utilizando sedes aumentadas em 0,03 e 0,06 mm, no diâmetro externo, disponìveis como peças de reposição.
 Importante
Se as sedes forem substituìdas, também será preciso substituir as guias das válvulas.
 
Substituição da sede da válvula
Tirar as sedes desgastadas fresando os anéis. Proceder com a máxima cautela para não estragar o alojamento no cabeçote.
Controlar o diâmetro dos encaixes no cabeçote e selecionar a sede aumentada da válvula, considerando que a interferência de montagem deverá ser de 0,110,16 mm. As sedes das válvulas são fornecidas como peças de reposição com diâmetro externo aumentado em 0,03 e 0,06 mm.
Aquecer o cabeçote lenta e uniformemente a uma temperatura de 200 °C e esfriar as sedes com gelo seco.
Encaixar as sedes perfeitamente perpendiculares no seu alojamento utilizando uma ferramenta de bater apropriada.
Deixar esfriar e em seguida proceder à fresagem das sedes, à conexão dos condutos com as sedes novas e ao esmerilhamento das válvulas.
Acoplamento válvula - sede da válvula
Verificar, mediante azul-da-Prússia ou mistura de mìnio e óleo, se a superfìcie de contato (W) entre a válvula e a sua sede é de 1,01,5 mm.
Limite máximo admitido:
2,0 mm.
Se a cota medida for maior do que a indicada, efetuar a retificação da sede.
Certificar-se de que, enchendo as canalizações de admissão e escape com combustìvel, não existam perdas; se existirem, verificar se não há rebarbas nas superfìcies que realizam a vedação.
Revisão da guia da válvula
Controlar cuidadosamente a superfìcie interna da guia da válvula: não devem aparecer rachaduras nem deformações. Na presença de uma excessiva ovalização, passar um alisador para tornar a superfìcie de acoplamento mais uniforme.
 Nota
Substituindo a guia da válvula, também será necessário substituir a válvula. As guias das válvulas de admissão são feitas de ferro fundido, enquanto que as de escape são de bronze.
Revisão do acoplamento válvula-guia da válvula
Folga de acoplamento na montagem:
0,030,06 mm.
 
Limite de desgaste máximo admitido:
0,08 mm.
Substituição da guia da válvula
Para substituir a guia da válvula é necessário efetuar as operações indicadas a seguir.
Aquecer o cabeçote lenta e uniformemente em um forno até a temperatura de 200 °C.
Extrair a guia da válvula utilizando um punção adequado (ver o desenho).
Deixar esfriar e controlar as condições e as dimensões da sede.
Selecionar a guia da válvula mais adequada, considerando uma interferência de montagem com o cabeçote de 0,0220,051 mm. São fornecidas como peças de reposição com diâmetro externo aumentado em 0,03, 0,06 e 0,09 mm, já completas com o anel elástico.
Aquecer o cabeçote novamente e esfriar a guia da válvula nova com gelo seco.
Instalar as guias das válvulas depois de ter lubrificado a sede, encostando o anel elástico no cabeçote com a utilização do punção empregado para a remoção.
Deixar o cabeçote esfriar e efetuar o escareamento do orifìcio interno.
Revisão dos balancins
Verificar se as superfìcies de trabalho estão em perfeitas condições, sem traços de desgaste, sulcos ou destaques do revestimento de cromo.
Controlar as condições e os diâmetros do orifìcio do balancim e do respectivo pino:
diâmetro nominal do orifìcio interno do balancim:
10,04010,062 mm.
diâmetro nominal do pino:
10,00110,010 mm.
Verificar se as superfìcies de trabalho dos reguladores e das arruelas de retorno das válvulas estão perfeitamente planas e se não apresentam traços de desgaste.
Acoplamento pino do balancim-balancim
A folga de acoplamento na montagem deve ser de
0,030,06 mm.
Limite de desgaste máximo admitido:
0,08 mm.
A montagem dos pinos dos balancins no cabeçote deve ser feita forçando um pouco.
Na presença de uma folga excessiva, montar os pinos aumentados em 0,02 mm, fornecidos pelo Serviço de Peças de Reposição.
Verificação das molas dos balancins
Efetuar um cuidadoso controle visual das molas dos balancins de fechamento. Não devem aparecer rachas, deformações ou perda de elasticidade.
Montagem do grupo do cabeçote
Para a montagem sucessiva, efetuar na ordem inversa as operações descritas para a desmontagem, prestando, todavia, uma atenção especial nas operações que são mencionadas especificamente.
É extremamente importante limpar muito bem todos os componentes.
Se foram removidos os anéis de vedação (10) das guias das válvulas, montar anéis novos lubrificando-os com óleo para motor e introduzi-los pelo lado munido de molas na ferramenta cód. 88713.1429.
Introduzir a extremidade da ferramenta na guia da válvula e utilizando um martelo posicionar os anéis de vedação (10) nas guias das válvulas.
Montagem dos balancins
Colocar na ferramenta 88713.2362 o balancim de fechamento (18) e a respectiva mola (9).
Introduzir o grupo formado pela ferramenta, pelo balancim e pela mola no cabeçote e instalar a cavilha 88713.0262 para manter o grupo em posição.
Introduzir a válvula (17) provisoriamente lubrificando-a com óleo para motor.
Efetuar o ajuste da folga lateral utilizando as arruelas (5) de calço próprias e posicionando a forquilha (A) do balancim o mais centrado possìvel em relação à haste da válvula.
Folga mìnima funcional entre a haste e o balancim:
0,15 mm.
Folga axial funcional do balancim de fechamento:
0,050,20 mm.
Tirar a ferramenta 88713.0262 e instalar o pino do balancim (4) com uma junta de vedação OR nova (22) depois de tê-la devidamente engraxada.
 Importante
Durante a montagem dos pinos dos balancins (4), certificar-se de que o furo roscado (B) fique no lado exterior do cabeçote.
Soltar a mola (9) e remover a ferramenta 88713.2362.
Utilizando sempre a cavilha 88713.0262, colocar o balancim de abertura (3) e efetuar o ajuste da folga lateral utilizando os calços (2): posicionar o balancim e os calços no cabeçote horizontal no lado do escape, no cabeçote vertical no lado da admissão, no cabeçote horizontal no lado da admissão e no cabeçote vertical no lado do escape.
Os calços (2) devem ser colocados nos lados da mola (1).
Folga axial do balancim de abertura:
0,050,20 mm.
Tendo feito o ajuste da folga, remover a ferramenta 88713.0262 e colocar o pino (4) com o furo roscado (B) no lado externo do cabeçote.
A cada montagem, substituir as juntas de vedação OR (22) lubrificando-as com a graxa prescrita.
Colocar a mola lateral (1) no pino (4) do balancim de abertura (3) entre os dois espaçadores (2).
 
Montagem das válvulas
 Nota
Nas imagens o cabeçote não é munido do balancim de abertura, mas esta operação pode ser feita mesmo com o balancim montado.
 
Colocar as válvulas (16) e (17) no cabeçote.
Utilizando duas chaves de fenda, bloquear o balancim de fechamento (18) na posição de válvula aberta: colocar uma chave de fenda embaixo do braço do balancim de fechamento, e a outra chave de fenda no balancim de fechamento ao longo do eixo da válvula.
Instalar na haste da válvula (17) o regulador de fechamento (8) com o lado de diâmetro maior virado para o balancim.
Colocar os dois semi-anéis (7) de retenção na haste da válvula.
Remover as duas chaves de fenda e colocar o balancim de fechamento (18) em condição de descanso.
Com a válvula em condição de descanso e contrastando a força da mola de retorno, empurrando o balancim, verificar se a folga entre o patim do balancim e o regulador de fechamento é a prescrita (Seção N 4.1, Verificação da folga de fechamento (Sc) no escape/admissão).
Se não for, efetuar o ajuste da folga da válvula (Seção N 4.1, Verificação e regulagem das válvulas).
 
Colocar o regulador de abertura da válvula (6) na haste da válvula.
Colocar o balancim de abertura (3) e bloqueá-lo utilizando a mola (1).
Com a válvula em condição de descanso, verificar se a folga entre o balancim (3) e o regulador (6) é a prescrita (Seção N 4.1, Verificação da folga de abertura (Sa) na admissão/escape).
Se não for, efetuar o ajuste da folga da válvula seguindo as instruções fornecidas na Seção N 4.1, Verificação e regulagem das válvulas.
Efetuar o mesmo procedimento para montar a válvula de admissão (16).
 
Montagem dos cabeçotes
Antes de passar à montagem dos cabeçotes completos, substituir a junta de vedação do cabeçote (12) e verificar se foram instaladas as cavilhas de referência (A) e as buchas (B) (Seção N 5, Grupo cilindros / pistões).
Instalar o cabeçote completo nos prisioneiros do cárter e encostá-lo no cilindro.
Instalar nos prisioneiros (P) as arruelas especiais (20) com a superfìcie que possui a aresta viva virada para o cabeçote e com o lado plano virado para o interior.
Engraxar a superfìcie embaixo da cabeça das porcas (19) e a rosca dos prisioneiros com a graxa prescrita.
Utilizando a ferramenta 88713.2096 associada a uma chave de torque, apertar as porcas de fixação no valor de torque prescrito, seguindo uma seqüência cruzada (Seção C 3, Torques de aperto do motor).
 Importante
Um procedimento diferente do indicado pode provocar um alongamento anormal dos prisioneiros e causar graves danos no motor.
Reinstalar as tampas laterais da distribuição e as correias de distribuição
1