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Grupo cilindros / pistões
1
Cavilha
2
Anel elástico
3
Pino para pistão
4
Cilindro vertical
5
Anéis de segmento do pistão
6
Junta de vedação entre cilindro-cárter
7
Cavilha
8
Cilindro horizontal
9
Pistão
10
Bucha de centragem
Parts catalogue
1100
Cylinders - pistons
1100S
Cylinders - pistons
Importante
As referências em negrito dentro deste capìtulo indicam que as peças citadas não estão presentes nas imagens ao lado do texto,
mas devem ser localizadas nesta vista explodida.
Desmontagem do grupo do cilindro / pistão
Operações
Referência Seção
Remover os cabeçotes do motor
N
4,4,
Desmontagem do grupo de cabeçotes do motor
Extrair dos alojamentos existentes na superfìcie do cilindro a cavilha (7), as buchas (10) e a junta de vedação do cabeçote (A)
(Seção N 4.4,
Desmontagem do grupo de cabeçotes do motor
).
Utilizando a ferramenta
88700.5644
, conduzir o pistão do cilindro horizontal (8) para perto do P.M.S.
Extrair o cilindro (4) com cuidado, desenfiando-o perpendicularmente.
Se necessário, sacudi-lo levemente com as duas mãos ou dar golpes leves com um macete de borracha na base do cilindro.
Levantá-lo até que o pino (3) do pistão fique acessìvel.
Para evitar, na fase de sucessiva montagem, a operação dificultosa de introdução do pistão dentro do cilindro, é aconselhável
remover os dois componentes (cilindro-pistão) acoplados, seguindo estas instruções.
Fechar a abertura do cárter com um pano ou com um pedaço de papel macio, para impedir que qualquer objeto estranho ou
simples resìduos sólidos possam cair dentro do bloco do motor.
Remover o anel elástico (2) do pino (3) pelo lado da embreagem.
No lado oposto, extrair o pino (3) da quantidade suficiente para soltar a biela do virabrequim.
Extrair completamente o grupo composto pelo cilindro e pelo pistão dos prisioneiros do bloco do motor.
Se for necessário mexer no pistão, extraì-lo com cuidado do cilindro.
Remover dos cilindros as juntas (6) de vedação entre o cilindro e o cárter.
Importante
Marcar os pistões em função do cilindro aos quais pertencem:
V= Vertical - H= Horizontal.
Conduzir o pistão do cilindro horizontal (8) para perto do P.M.S. utilizando a ferramenta
88700.5644
. Para remover o grupo composto pelo cilindro e pelo pistão horizontal, efetuar operações análogas às executadas para o cilindro vertical.
Revisão dos componentes do grupo cilindro / pistão
Revisão do cilindro
Verificar se as paredes estão perfeitamente lisas. Efetuar a medição do diâmetro (D) do cilindro em três alturas diferentes e em
duas direções perpendiculares entre si, obtendo assim o valor do acoplamento, da conicidade e da ovalização (ver os valores prescritos na Seção C 1.1,
Cilindro / pistão
).
No caso de danos ou de desgaste excessivo, o cilindro deve ser substituìdo uma vez que, por ser revestido com carbonetos de
silìcio (que confere às paredes do cilindro uma extraordinária caracterìstica anti-atrito e antidesgaste), não pode ser retificado.
Os cilindros estão marcados por uma letra (gravada na superfìcie especìfica no lado do cilindro) que indica a classe à qual
pertencem.
O acoplamento cilindro-pistão deve ser feito sempre entre classes iguais.
Revisão do pistão
Limpar cuidadosamente o topo do pistão e os sulcos para os anéis de segmento, removendo as incrustações de carvão.
Efetuar um cuidadoso controle visual e dimensional do pistão: não devem aparecer traços de emperramentos, arranhões,
rachaduras ou danos de qualquer espécie.
O diâmetro (P) do pistão deve ser medido a
10
mm da base da saia, na direção perpendicular ao eixo do pino.
Os pistões devem ser sempre substituìdos em pares.
Acoplamento pistão - cilindro
Os pistões estão marcados com uma letra que indica a classe à qual pertencem (gravada no topo do pistão).
O acoplamento cilindro-pistão deve ser feito sempre entre classes iguais.
Para os valores, consultar a Seção
C 1.1,
Cilindro / pistão
.
Revisão dos pinos do pistão
Devem estar perfeitamente polidos, sem arranhões, degraus ou colorações azuladas provocadas pelo superaquecimento. O pino
do pistão bem lubrificado deve poder deslizar dentro das sedes do pistão sem emperramentos.
A folga de acoplamento com o pistão, no momento da montagem, deve ser de
0,002
–
0,008
mm.
O limite de desgaste máximo admitido é de
0,035
mm.
Se substituir o pino, também será necessário substituir a bucha do pé da biela.
Revisão dos anéis de segmento
Não devem apresentar traços de emperramentos ou arranhões. Os pistões de reposição são fornecidos completos, com os anéis
de segmentos e com o pino.
Acoplamento anéis de segmento-sulcos no pistão
O limite de desgaste máximo admitido é de
0,15
mm para o anel de segmento superior (1°) e de
0,10
mm para os outros (2° e raspador de óleo).
Nota
A marcação deve ficar sempre virada para cima no acoplamento pistão-anéis de segmento.
Acoplamento pino do pistão-pistão
Medir o diâmetro da sede do pino, posta no pistão.
Medir o diâmetro do pino.
Limite de desgaste máximo:
0,025
mm.
Nota
Se substituir o pino, também será necessário substituir o pé da biela.
Acoplamento anéis de segmento - cilindro
É importante que a medição seja feita com o anel de segmento (A) posicionado perfeitamente “na perpendicular” no cilindro.
Neste sentido, introduzir no cilindro o pistão (9) sem nada, sobre o qual apoiar o anel de segmento a ser controlado.
Medir a distância entre as extremidades do anel de segmento:
Anel de segmento superior e intermediário (nominal):
0,20
–
0,40
mm.
Limite de desgaste:
0,80
mm.
Anel raspador de óleo (nominal):
0,30
–
0,60
mm.
Limite de desgaste:
1,0
mm.
Montagem do grupo cilindro / pistão
Se forem utilizados grupos novos, será necessário acoplar cilindros e pistões da mesma classe.
A letra que indica a classe do cilindro está gravada no lado superior do cilindro, na superfìcie de acoplamento entre o cilindro e o
cabeçote; a que indica a classe do pistão está gravada no topo, no centro das duas sedes das válvulas.
Se durante a desmontagem procedeu-se à separação dos pistões dos cilindros, será preciso, antes de fazer a instalação, orientar
as aberturas dos anéis de segmento a 120° entre si (a marcação deve ficar sempre virada para o topo do pistão).
Utilizando uma ferramenta universal, introduzir delicadamente o pistão dentro do cilindro (é recomendável lubrificar o interior do
cilindro com óleo para motor antes da introdução), prestando atenção para que a sede da válvula mais estreita fique na posição correspondente ao escape.
Remover as incrustações e eliminar a graxa das superfìcies de contato do semi-cárter e dos cilindros.
Verificar se no bloco do motor foram instaladas a cavilha (1) de passagem do óleo ao cabeçote e a cavilha (A) de centragem dos
cilindros.
Aplicar na superfìcie de contato (6) uma fina camada de junta lìquida, conforme mostrado na figura.
Colocar a junta de vedação (6) no cárter com a escrita “TOP” virada para cima.
Utilizando a ferramenta cód.
88700.5644
conduzir o pé da biela para perto do ponto morto superior. Introduzir o grupo composto pelo pistão-cilindro nos prisioneiros do cárter.
Conduzir o pé da biela para dentro do pistão, na posição correspondente ao orifìcio existente no pino (3), e introduzir este último
depois de tê-lo lubrificado. O pino deve poder deslizar livremente na bucha do pé da biela e no pistão (9).
Fechar a abertura do cárter com um pano para impedir a entrada de corpos estranhos no seu interior e instalar o anel elástico
(2).
Importante
Para cada montagem utilizar anéis elásticos (2) novos.
Empurrar o cilindro (4) para baixo até que fique em contato com a base do cárter.
Aplicar junta lìquida na vedação (6).
Importante
Colocar a cavilha de referência (
7
), a junta de vedação do cabeçote (A) (Seção N 4.4,
Montagem dos cabeçotes
) e a bucha de centragem (10).
Efetuar as mesmas operações para o outro cilindro.
Operações
Referência Seção
Reinstalar os cabeçotes no motor
N
4,4,
Montagem dos cabeçotes
1